Pesquisar este blog

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FBI infiltrou agentes e ajudou a organizar ataques terroristas dentro dos EUA

Quando o FBI (Departamento Federal de Investigação) anuncia que um plano terrorista foi desmantelado em território norte-americano, como ocorreu vezes nos últimos anos, a imprensa costuma comemorar. No entanto, pouco se fala sobre como o órgão equivalente à polícia federal norte-americana consegue dar cabo destas conspirações.

O outro lado da história é simples e estarrecedor: a própria instituição infiltra agentes em comunidades islâmicas (muitas delas pacíficas) para formar e encorajar novos terroristas – frequentemente adolescentes –  planejar ataques e até mesmo fornecer os materiais para torná-los realidade.

Parece mentira, mas não é. Essas informações foram descobertas e divulgadas pelo documentário de rádio "This American Life", produzido pela Chicago Public Media e transmitido em mais de 500 estações nos Estados Unidos. O trabalho jornalístico conta a história de uma das mais desastrosas e chocantes tramas armadas pelo FBI. 
“Repetidamente, o FBI fabrica ataques terroristas”, escreve o analista Glenn Greenwald. “Eles se infiltram em comunidades muçulmanas para achar recrutas, os convencem a realizar ataques, fornecem dinheiro, armas e o know-how para levar seu plano adiante – apenas para saltar heroicamente no último instante, prender os supostos agressores que o FBI havia criado, e salvar uma grata nação de uma trama orquestrada... pelo próprio FBI”.

Denunciado

Em um desses casos, iniciado em 2006, um marginal de quinta categoria chamado Craig Monteilh foi recrutado pelo órgão para infiltrar-se numa mesquita em Orange County, na Califórnia.

Monteilh é branco, tem 1,87 metros e é musculoso como um fisiculturista. Sua missão era atrair homens da mesquita para a sua academia, onde os recrutaria para um plano terrorista com discursos sobre a jihad de Osama Bin Laden. O nome da missão: Operação Flexão.

Mas a operação encontrou uma pedra no meio do caminho: os alvos de Monteilh estavam mais interessados em jogar vídeogames do que na academia. Mesmo assim, Ayman e Yassir, os jovens que seriam aliciados pelo infiltrado marombeiro, gostaram do novato e começaram a andar com ele. Mas se assustaram quando Farouk, nome falso usado por Monteilh, começou a falar em “jihad” e “Osama Bin Laden” sempre que tinha uma oportunidade.
Nem Ayman e nem Yassir mostraram o mínimo interesse em discutir jihad ou terrorismo. Por isso, quando Monteilh começou a discutir a possibilidade de realizar um ataque à bomba, os dois jovens correram para denunciá-lo – para o próprio FBI.

O FBI negou-se a comentar a história. Principal órgão federal norte-americano de investigação, hoje o FBI está sendo processado por membros da mesquita.

E Craig Monteilh é a testemunha principal contra seus antigos empregadores.

No ano passado, a Associated Press ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem investigativa depois de descobrir uma operação secreta de espionagem maciça da polícia de Nova York que monitorava comunidades muçulmanas da cidade, apesar de não haver evidências de atividade terrorista.

Os detalhes de alguns desses planos terroristas ganharam grande repercussão: em 2010, Mohamed Osman Mahamud planejou detonar uma bomba em um evento natalino lotado; em 2009, Hosam Maher Husein Smadi arquitetou a destruição de um arranha-céu em Dallas e Faruque Ahmed esboçou um ataque ao metrô de Washington; e em 2011, Rezwan Ferdaus foi preso depois de planejar atacar o Pentágono com aviões de controle remoto cheios de explosivos.

Seja por meio de infiltrações em mesquitas por parte do FBI ou por policiais que espionam cafés e lugares de convivência, não é de se espantar que muitos líderes muçulmanos nos EUA estejam denunciando um clima de medo e desconfiança, semeado por ineficazes – e às vezes risíveis – ações das forças de segurança norte-americanas.

Matéria veiculada na Agência Pública. Clique aqui paraler o original em inglês e aqui para ouvir o documentário de rádio do "This American Life".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

3ª prova 9º ano - 2º bimestre


01 - Observe o mapa a seguir.
As partes destacadas no mapa indicam:
a) áreas de clima desértico.
b) áreas de conflito.
c) áreas de floresta.
d) áreas de mineração.
e) áreas de clima frio.

02 - Leia o texto a seguir.
O clima tropical ocupa cerca de metade do continente, onde apresenta temperaturas elevadas durante todo o ano e duas estações bem distintas: chuvosa no verão e seca no inverno. A vegetação predominante deste clima é uma transição entre a floresta úmida e as áreas áridas e semiáridas do norte e do sul do continente. Neste domínio, a vegetação apresenta árvores e arbustos de portes variados e dispersos na paisagem e plantas rasteiras (capins e gramíneas) que recobrem o solo (semelhante ao do cerrado brasileiro).
LEVON, Boligian; MARTINEZ, Rogério; VIDAL, Wanessa Pires Garcia; BOLIGIAN, Andressa Turcatel Alves. Geografia espaço e vivência: o espaço geográfico mundial. 8º ano. 3. ed. reform. São Paulo: Atual, 2009.
O texto anterior descreve a formação vegetal típica do clima tropical africano. Assinale a alternativa referente a esta paisagem vegetal.
a) Deserto
b) Savana
c) Estepes
d) Floresta equatorial
e) Vegetação mediterrânea

03 - Observe o mapa a seguir.
O mapa anterior indica duas importantes bacias hidrográ­ficas africanas. Quais são elas, respectivamente?
a) A – bacia do rio Níger e B – bacia do rio Nilo
b) A – bacia do rio Congo e B – bacia do rio Orange
c) A – bacia do rio Nilo e B – bacia do rio Congo
d ) A – bacia do rio Senegal e B – bacia do rio Zambeze
e) A – bacia do rio Orange e B – bacia do rio Senegal

04 - Observe o mapa e leia as afirmativas a seguir.
Os países africanos indicados no mapa anterior se caracte­rizam por apresentarem:
I - povoamento de origem muçulmana e integrarem a África Branca.
II - uso de técnicas primitivas de irrigação e formarem a África Subsaariana.
III - pecuária nômade e constituírem a África Equatorial.
IV - características comuns que os enquadram na região do Magreb.
Dentre as afirmativas apresentadas, quais estão corretas?
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.


05 - A partilha do continente africano no final do século XIX pelos colonizadores europeus criou as chamadas fronteiras artificiais. Grande parte destas fronteiras foi mantida após o processo de independência dos países africanos. Com base nesse contexto e nos conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar.
a) A definição de fronteiras artificiais refere-se ao fato de que diversas nações e grupos étnicos, muitos deles rivais, foram colocados dentro de um mesmo território colonial, não respeitando as suas diferenças.
b) Com o processo de descolonização da África e a manutenção das fronteiras artificiais, intensificaram-se os conflitos pela disputa entre os países mais industrializados e os menos desenvolvidos.
c) Dentro dessas fronteiras artificiais, no período entre as Grandes Guerras Mundiais, os Estados Unidos e a União Soviética, interessados em aumentar sua influência no continente africano, financiaram e estimularam os conflitos.
d) Além das fronteiras artificiais, outros fatores que têm motivado os conflitos dentro do território africano são os de ordem socioeconômica (pobreza e epidemias) e ambiental (desertificação e estresse hídrico).
e) As fronteiras artificiais foram traçadas pelos Homens, que sempre fizeram a maior justiça possível. Após o processo de independência dos países africanos, essas fronteiras foram mantidas.

06 – Atualidade.
Observe a figura a seguir e faça o que se pede.
Aliança com França continua forte com Hollande, diz Casa Branca.
A Casa Branca indicou que a aliança entre a França e os Estados Unidos está tão forte quanto antes da eleição do novo presidente François Hollande. A polêmica gira em torno do fato de Hollande ser de um partido:
a) muçulmano.
b) fascista.
c) antiamericano.
d) terrorista.
e) socialista.


07 - Relacione as colunas indicando os tipos de vegetação característicos da África.
a) Floresta Equatorial e Tropical
b) Savana
c) Estepes
d) Vegetação Desértica
e) Vegetação Mediterrânea
f) Pradarias
(b) Árvores espaçadas nas áreas mais úmidas; gramíneas e arbustos nas áreas mais secas.
(c) Vegetação rasteira que margeia o deserto do Saara e do Kalahari.
(d) Vegetação esparsa que abrange plantas de raízes profundas e cactos que armazenam água em seu interior:
(e) Vegetação arbustiva nas áreas mais próximas ao mar e de pinhos e cedros nas áreas mais chuvosas da Cadeia do Atlas.
(a) Vegetação de florestas, com árvores densas adaptadas ao clima quente e úmido.
(f) Vegetação de campos situadas na porção sudeste do continente.

Leia o texto abaixo e responda as questões 08, 09, 10 e 11.
O Sudão raramente conheceu a estabilidade. A guerra civil eclodiu mesmo antes de o país obter a independência da Grã-Bretanha, em 1956. Uma frágil paz perdurou apenas de 1972 a 1983. As raízes da violência: O Sudão governado pelos britânicos não era um país; era dois. O sul é tropical, subdesenvolvido e povoado por dinkas, nuers, azandes e centenas de outros grupos étnicos de descendência africana. O norte é mais seco e mais rico – um mundo saariano ligado ao Oriente Médio muçulmano. Algemados por lunáticas fronteiras coloniais, esses dois grupos – árabes do norte e negros do sul – andam às turras desde o século 19, quando caçadores de escravos vinham do norte saquear tribos do sul.
O exército de Libertação do Povo Sudanês, ou SPLA, controla boa parte do terço meridional do Sudão. Seus rebeldes, às vezes empunhando ao mesmo tempo lanças e rifles russos Kalashnikov, lutam por maior autonomia. O governo sediado no norte, em Cartum, dominado por fundamentalistas islâmicos, lança sobre eles bombas de aviões de cargas russos e emprega a fome e a escravidão como toscas armas de destruição em massa. Até o momento, o número de mortos – a maioria civis do sul – excede o de muitos conflitos recentes do mundo somados, incluindo Ruanda, a Guerra do Golfo, os Bálcãs e a Chechênia. Quatro milhões de sudaneses foram desalojados pela violência e pela fome. E, apesar de tudo, a calamidade se abate sobre o Sudão quase sem testemunhas. É um apocalipse no vácuo.
Paul Salopek. Sudão Destroçado – Um drama movido a petróleo. National Geographic Brasil. Fev. 2003. p. 53.

08 - Qual era o país colonizador do Sudão?
A Grã-Bretanha ou Inglaterra

09 - Explique a relação existente entre a colonização britânica e os conflitos étnicos existentes no país.
A relação é que as fronteiras definidas pelo país colonizador não considerou as diferenças étnicas existentes no território africano. Como podemos observar no texto, no caso do Sudão, existiam dois países: o norte mais desenvolvido e habitado pelos muçulmanos, e o sul, menos desenvolvido e habitado por diferentes etnias. A imposição do poder do norte sobre o sul é o fator que está causando a guerra civil.

10 - A causa das guerras civis existentes no Sudão é a mesma dos conflitos encontrados em outros países africanos? Justifique sua resposta.
Sim, porque a colonização e partilha da África foi feita de modo a considerar apenas os interesses dos países colonizadores e não os da população nativa.

11 - Com base no texto da questão anterior, assinale a alternativa que melhor explica o objetivo do pan-africanismo.
a) Manter as fronteiras determinadas pelos países europeus.
b) Reordenar as fronteiras, visando a uma união que levasse à estabilidade entre os povos e à prosperidade do continente.
c) Aliar-se as elites tribais africanas, com o objetivo de implantar projetos de industrialização e modernização nos países, visando o desenvolvimento econômico do continente.
d) Dissolver as diferenças étnicas existentes dentro dos países africanos.

12 - Observe o mapa e assinale F para falso e V para verdadeiro nas afirmações.
a) (V) A maior parte dos países africanos exporta produtos do setor primário da economia.
b) (F) A extração do petróleo é uma atividade que garante a sobrevivência de muitas famílias na África.
c) (F) Os países exportadores de produtos industrializados são todos da África Subsaariana.
d) (V) A extração de minérios é uma atividade que representa grande parte das exportações dos países em destaque, mas emprega poucas pessoas.
e) (F) A atividade mineradora é realizada basicamente para o fornecimento de matérias-primas para as indústrias africanas.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

avaliação do 9º ano


01 – Complete a frase.
Os separatistas bascos que têm como braço armado o ETA.  Mas a grande maioria basca defende a autonomia política, mas não a separação da Espanha.

02 – Complete a frase.
O território basco situa-se em terras da ESPANHA e da FRANÇA.

03 – Complete a frase.
 Do ponto de vista físico ou natural, a EUROPA é apenas uma PENÍNSULA da Ásia. Porque, ao longo dos séculos, a EUROPA desen­volveu história e cultura diferentes em relação à Ásia. A história dos povos fez da ______________ um continente.

04 – Complete a frase.
No Leste Europeu, os CIGANOS deixaram o NOMADISMO  e passaram a ser sedentários por im­posição do socialismo.

05 - Preencha o quadro, indicando os climas e a vegetação das três regiões naturais da Europa:
06 - Leia o texto a seguir.
Corredores estreitos e profundos num litoral alto, cavados pela erosão glaciária, são hoje submersos invadidos pelo mar. (...) As costas, ou melhor, os vales que os constituem avançam cerca de 30 a 40 quilômetros para o interior e têm profundidade de 400 a 600 metros. A escavação desses vales foi feita a um nível bem mais alto que o atual, sendo sua posição altimétrica  explicada por abaixamento das terras, com consequente invasão marinha, transformando os antigos vales em verdadeiros golfos.
GUERRA, A. T. & GUERR A, A. J. T. Novo dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro, Ed. Bertrand Brasil. 1997. Fragmento.
O texto anterior refere-se a qual formação do relevo europeu?
a) Dobramentos modernos
b) Planície
c) Fiordes
d) Planaltos
e) Depressão

07 - Observe o mapa e leia o texto a seguir.
Esse rio cumpre um papel essencial de interligação  regional. Ele nasce nos Alpes Suíços e percorre 1.326 quilômetros. Banha Suíça, Liechtenstein, Alemanha, França e Países Baixos, desembocando no Mar do Norte, ao lado do porto de Roterdã.
Apesar da pequena extensão, possui grande importância econômica. O rio é utilizado para o escoamento de  produtos agrícolas e industriais. Cidades alemãs de grande porte se alinham ao longo do rio: Freiburg, Manheim, Colônia, Essen e ainda Bonn, que foi a capital da Alemanha Ocidental, no período em que o país esteve dividido.
MOREIRA, Igor. Construindo o espaço mundial. São Paulo: Ed. Ática. 1998.
O mapa anterior indica a localização do rio que o texto descreve. Qual é esse rio?
a) Danúbio.
b) Sena.
c) Tâmisa.
d) Reno.
e) Volga.

08 - Após a Segunda Guerra Mundial, a Europa encontrava-se em escombros: cidades e campos haviam sido destruídos e arrui­nados. Havia ainda a forte sensação de perda e de vazio nas pessoas, pois sua casa, seu emprego e seus parentes haviam desaparecido. Sobre essa paisagem desoladora, pairava uma sombra ameaçadora que vinha do Leste Europeu e assustava os EUA, devido ao seu crescente aumento: o comunismo.
Diante disso, os Estados Unidos:
a) lançaram a Doutrina Truman e o Plano Marshall, a fim de deter a expansão comunista e recuperar a Europa, mantendo, ao mesmo tempo, sua capacidade industrial em funcionamento.
b) ocuparam militarmente vários pontos da Europa, especialmente aqueles que faziam fronteira com países comunistas.
c) lançaram o Plano Dawes, com a finalidade de recuperar as economias alemã e italiana, pois possíveis radicalizações pode­riam acontecer nesses países e, ao mesmo tempo, colaborar com as empresas norte-americanas ali estabelecidas.
d) elaboraram o Destino Manifesto, a fim de fazer frente ao avanço comunista em direção à Europa Ocidental, ajudando militarmente os países aliados.
e) passaram a importar produtos manufaturados e de tecnologia de ponta dos países europeus, com a finalidade de colabo­rar com a sua recuperação econômica, social e industrial.

09 - (UDESC) Leia o trecho abaixo:
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não formam um período homogêneo único na História do Mundo. Apesar disso, a História desse período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que dominou até a queda da URSS: o constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada ‘Guerra Fria’.”
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995, p. 223.
Sobre o exposto pelo historiador Eric Hobsbawm, é correto afirmar:
a) A URSS citada pelo historiador foi um dos polos do mundo bipolarizado, e o seu adversário no campo político e ideológico, no período, foram os Estados Unidos.
b) Durante o período citado, ocorreram conflitos significativos, como a Guerra da Coreia e a Queda da Bastilha.
c) A Guerra Fria ainda é uma realidade, pois a Rússia se recusa a entrar para a OTAN e ainda há o perigo crescente de uma guerra entre russos e americanos.
d) O Atentado contra as torres gêmeas em Nova York, em setembro de 2001, pôs fim à Guerra Fria.
e) Uma das duas potências que emergiram como resultado da Segunda Guerra, como cita Hobsbawm, foi a Alemanha.

10 - (UNIFENAS)
Alemanha relembra 50 anos da construção do Muro de Berlim
A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética.
(O Tempo, 14/08/2011, p.15)
A construção do Muro de Berlim, em 1961 visava:
a) impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
b) reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
c) impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
d) incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.
e) encerrar a polarização ideológica entre capitalismo e comunismo na Alemanha.

11 - (ESPM) O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do mapa abaixo, cujo país deixou de existir:
 “Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto de 7 anos. A tensão aumenta, e é prontamente repreendido. “Não fale essa palavra aqui, em voz alta,” aconselha Milomir, visivelmente perturbado.
(Carta Capital, 11 de agosto de 2010.)
A tensão retratada no texto refere-se à:
a) herança deixada pela hegemonia política croata, à época da existência da Iugoslávia e que hoje prossegue na Eslovênia.
b) convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos na atual Bósnia-Herzegovina.
c) convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos no novo país erigido após a dissolução Iugoslava e hoje formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina.
d) realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os bósnios muçulmanos.
e) nova realidade vivida no Kossovo, o mais jovem país do mundo, onde convivem duas nações distintas e inimigas, os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos.

12 - (ESPM) Após anos de violência, a Sérvia assistiu em dezembro de 2006 ao plebiscito na região para decidir sobre o futuro da soberania do sul. No momento, a região está sob intervenção da Otan. A Albânia, interessada direta na questão, acompanha de perto o pleito.
A região em questão é:
a) Bósnia Herzegóvina.
b) Montenegro.
c) Krajina.
d) Voivodina.
e) Kossovo.

(ESPM) Observe as palavras de Gerry Adams  e responda às questões 13 e 14:
Todas as unidades do IRA receberam ordens de depor as armas. Todos os voluntários foram instruídos a assistir aos desenvolvimentos dos programas puramente políticos e democráticos por meios exclusivamente pacíficos. Os voluntários não devem se engajar em nenhuma outra atividade de qualquer tipo. A liderança do IRA também autorizou nosso representante (...) para completar o processo para depor suas armas de forma confiável de modo a aumentar a confiança pública e para concluir esse processo o mais rápido possível.
(Planeta Porto Alegre, 2005)
13) O que significa IRA?
EXÉRCITO REPUBLICANO IRLANDÊS

14) Em que país atuava o Ira?
IRLANDA DO NORTE OU ULSTER










sexta-feira, 18 de maio de 2012

Exercício de sociologia para o 3º ano


A cultura como campo de combate
Vladimir Safatle
Professor da Faculdade de Filosofia da USP.

Um dos fenômenos sociais mais importantes dos últimos anos é a transformação da cultura e da modernização dos costumes em setor fundamental do embate político. Durante os anos 1970 e 1980, a cultura fora um campo hegemônico das esquerdas. Este não é mais o caso. Há de se perguntar o que ocorreu para encontrarmos atualmente um processo de politização da cultura por parte, principalmente, de representantes da direita.
Poderíamos dizer que a direita do espectro político teria compreendido que a população, em especial as classes populares, é naturalmente conservadora nos costumes, pois avessa a questões como aborto, casamento homossexual e políticas de discriminação positiva. Da mesma maneira, ela seria conservadora em cultura, pois mais sensível ao peso dos valores religiosos na definição de nossas identidades e de nossos “valores ocidentais”. É possível, porém, que o movimento em questão seja de outra natureza.
Em um astuto livro chamado O Que Há de Errado com o Kansas?, o ensaísta norte-americano Tom Frank lembra como o pensamento conservador soube se aproveitar do sentimento de abandono social das classes populares. Frank serve-se do Kansas para perguntar: como um dos estados politicamente mais combativos dos EUA nas primeiras décadas do século XX tornou-se um bastião conservador? Sua resposta é: sentindo-se abandonado pelas elites intelectuais esquerdistas cosmopolitas que, à sua maneira, não foram completamente prejudicadas pelos desmontes neoliberais, as classe populares deixaram que um conflito de classe se transformasse em um conflito cultural.
Em vez de se voltarem contra os agentes econômicos responsáveis por tais desmontes, elas se voltaram contra o modo de vida que representaria as elites liberais. Neste deslocamento, os responsáveis pelo empobrecimento dos setores mais vulneráveis da população apareceram como os portadores dos “verdadeiros valores de nosso povo”. Desta forma, a direita pode falar menos sobre economia e mais sobre hábitos e cultura. Ela pode, inclusive, tentar instrumentalizar o anti-intelectualismo, como vimos nas reações caninas contra a Universidade de São Paulo e seus departamentos de Ciências Humanas à ocasião dos conflitos com a Polícia Militar.
Mesmo a discussão europeia sobre a imigração deve ser lida nesta chave. Qualquer pessoa séria sabe que a discussão sobre imigração nada tem a ver com economia. Quem quebrou a Europa não foram os imigrantes pobres que servem de mão de obra espoliada e desprovida de direitos trabalhistas. Na verdade, quem a quebrou foi o sistema financeiro e seus executivos “brancos e de olhos azuis”. A discussão sobre imigração é um problema estritamente cultural. Maneira de deslocar conflitos de classe para um plano cultural.
Este é um fenômeno parecido ao ocorrido em países como a Tunísia após a Primavera Árabe. Feita por jovens esquerdistas diplomados e filhos da classe média tunisiana, a revolução permitiu a vitória de um partido islâmico (Ennahda) porque, entre outras coisas, eles souberam captar a lassidão das classes populares em relação à classe média europeizada de cidades como Túnis e Sfax. Os islâmicos souberam dizer: “O desprezo a que vocês foram vítimas durante todos esses anos é, no fundo, desprezo aos valores que vocês representam, desprezo ao nosso modo de vida de alta retidão moral contra a lassidão dos mais ricos”. Mudam-se os agentes, mas a estrutura do discurso é a mesma.
Contra isso, a esquerda não deve temer entrar no embate cultural e dos costumes. Devemos quebrar as tentativas de nos fazer acreditar que as classes populares são naturalmente conservadoras e mostrar como a cultura virou uma forma de o capitalismo absorver o descontentamento com o próprio capitalismo. A melhor maneira é mostrar como o modo de vida baseado na modernização dos costumes e da cultura tem forte capacidade de acolher as demandas populares.
Por exemplo, boa parte dos absurdos falados contra o casamento de homossexuais vem do medo de desagregação das famílias em ambientes onde elas aparecem como núcleos importantes de defesa social. Talvez seja o caso de lembrar que nenhum estudo demonstra que famílias homoparentais são mais problemáticas do que famílias tradicionais. Famílias tradicionais também são bons núcleos produtores de neuroses. Ou seja, os impasses e dificuldades da família continuarão, com ou sem famílias homoparentais. Mostrar a fragilidade de nossos “valores” e “formas de vida” é uma maneira de quebrar a fixação a um estado de coisas que não entrega o que promete.

Questões
01 - É bastante comum vermos as expressões Direita e Esquerda sendo usadas para designar grupos antagônicos em um jogo político. Mas o que vem a ser, de fato, cada um desses termos? 

02 - Qual é a ideia central defendida pelo autor?

03 – Que argumentos o autor usa para definir as camadas populares como conservadoras?

04 – Que crítica o texto apresenta sobre a esquerda?

sábado, 12 de maio de 2012

prova do 9º ano A e B


01 – Complete a frase abaixo.
 O Brasil é um Estado-nação porque o poder ema­na do povo, da nação, como consta no Art. I da CONSTITUIÇÃO: “Todo poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

02 – Complete.
No parlamen­tarismo, o 1º MINISTRO é indicado pelo par­tido mais votado no Parlamento. Os ministros de Estado devem ser aprovados pelo Parlamento.

03 – Os ideais de liberdade, igualdade e fraternida­de foram consagrados
a) Na Revolução Americana
b) Na Revolução Inglesa
c) Na Revolução Industrial
d) Na Revolução Francesa

04 - Leia a charge a seguir.
“Cortina de Ferro” foi o nome dado pelo primeiro--ministro britânico Winston Churchill e se refere à:
a) linha de fronteira entre os territórios judeus das áreas palestinas, estabelecida pelo governo israe­lense.
b) linha divisória entre os territórios conquistados por Espanha e Portugal, durante as grandes navegações.
c) divisão política europeia entre os países de formação capitalista e aqueles sob a influência soviética, após a Segunda Guerra Mundial.
d) barreira de imigração criada pela União Euro­peia para impedir a entrada de imigrantes ile­gais asiáticos e africanos.
e) a muralha de pedra construída pela Igreja Cató­lica, após a conquista da Terra Santa, no período das Cruzadas.

05 - Sobre a União Europeia, leia as afirmações a seguir.
I - Inicialmente, a União Europeia foi formada pelos seis países do Ceca e, atualmente, tem vinte e sete países-membros.
II - Implantou-se o mercado comum entre os países-membros permitindo a livre circulação de capi­tais, serviços e pessoas.
III - Em 1999, foi estabelecida a introdução da moeda única, o euro, passando o bloco para o estágio de união econômica e monetária.
IV - Atualmente, Suíça e Noruega são os mais novos países-membros do bloco, contudo não adotaram o euro como moeda.
Dentre as afirmativas apresentadas, estão corretas, apenas:
a) I e II.
b) III e IV.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

06 - Leia o texto a seguir.
O propósito é estimular o comércio entre os países participantes por meio da especialização, da divisão do trabalho e da vantagem comparativa. Para isto, um grupo de países concorda em eliminar tarifas que recaem sobre a maior parte dos bens importados e exportados entre aqueles países.
Renato R. Marques
O texto anterior refere-se:
a) à União Aduaneira.
b) à Zona de Livre Comércio.
c) à União Monetária.
d) ao Mercado Comum.
e) à União Monetária e Econômica.

07 - Para chegar à formação territorial atual dos países europeus, a Europa passou por diversos conflitos políticos que atravessaram os tempos, desde o domínio do Império Romano até a Segunda Guerra Mundial. A este histórico de conflitos no continente europeu para a sua formação territorial atual se deve(m):
a) a diversidade climática.
b) a homogeneidade econômica.
c) os limites naturais provocados pelo relevo.
d) a homogeneidade étnica e cultural.
e) a diversidade étnica e cultural.

08 - A delimitação das fronteiras no espaço terrestre preocupa o homem desde os tempos remotos, quando os agricultores do Nilo, no Egito, passaram a demarcar suas propriedades na várzea do Rio Nilo. Atualmente, a globalização acarretou a formação de novas fronteiras entre os países, onde novos conceitos de fronteiras foram apresentados por autores do pensamento geográfico. Um dos responsáveis pelas novas fronteiras na globalização atual é a formação:
a) dos Estados nacionais.
b) de novos limites territoriais na Iugoslávia.
c) dos blocos econômicos.
d) dos Estados africanos.
e) do Estado Palestino.

09 - O Brasil é um Estado organizado por uma burocracia administrativa responsável pela manutenção da organização da sociedade em níveis no espaço político-administrativo. A organização desta burocracia administrativa é composta de três esferas.
Assinale a alternativa que contenha as três esferas da organização política do Estado brasileiro.
a) União, estados e municípios.
b) Estados, repúblicas e municípios.
c) Municípios, região e união.
d) União, departamentos e região.
e) Repúblicas, províncias e departamentos.

10 - Na ______________________, o governo é exercido por repre­sentantes do povo, eleitos diretamente para um mandato de tempo determinado.
a) Monarquia
b) Ditadura
c) República
d) Aristocracia
e) Democracia

11 - (UNEAL) Observe o mapa.
A partir das informações contidas no mapa e de conhecimentos sobre o mundo dos anos 90 e início do século XXI, pode se afirmar que o mapa trata, fundamentalmente,

a) do conflito entre os países ricos e pobres.
b) do estabelecimento de uma nova ordem mundial bipolar.
c) dos principais blocos geopolíticos do hemisfério norte.
d) da organização mundial ditada pelos blocos políticos e econômicos.
e) da ordem mundial, estabelecida pelos países capitalistas e socialistas.

12 - (UFRR) A abertura comercial e a livre circulação de capitais e serviços em escala mundial, um fenômeno da globalização, gerou disputas acirradas entre empresas e países no âmbito do mercado global, o que favoreceu a formação de blocos econômicos regionais - alianças econômicas em que os parceiros estabelecem relações econômicas privilegiadas. O bloco econômico que, sem adotar uma moeda única, busca a livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e serviços dos seus países membros e, ao mesmo tempo, elimina as tarifas aduaneiras internas e adota tarifas comuns para o mercado fora do bloco, pode ser classificado como:
a) Associação de livre-comércio;
b) União aduaneira;
c) União econômica e monetária;
d) Zona de preferência tarifária;
e) Mercado comum.

13 - (UNIOESTE) É possível indicar a indústria como um dos principais agentes de produção do espaço geográfico. Sobre o processo de desenvolvimento das indústrias, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A Primeira Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, representou um momento importante, no qual foi intensificada a mecanização e foi introduzida a produção em série.
b)  A localização das novas regiões industriais, chamadas de tecnopolos, não são definidas pela proximidade das matérias-primas e sim pela proximidade de importantes centros de pesquisa e ensino universitários.
c) A passagem da Primeira para a Segunda Revolução Industrial foi o marco da introdução do petróleo enquanto principal fonte de energia e do desenvolvimento da indústria automobilística.
d) A Terceira Revolução Industrial é também chamada de revolução técnico-científica e é marcada pelo desenvolvimento da informática, robótica, telecomunicações e microeletrônica, tendo se iniciado, entre outros países, no Japão.
e) A industrialização tardia é característica dos países desenvolvidos, entre eles os EUA e a Inglaterra, que se destacaram no século XX como grandes potências mundiais.

CACHO DA DISCÓRDIA
Tudo começou por causa de um inofensivo cacho de bananas. Steve Thoburn, quitandeiro de Sunderland, cidadezinha no extremo norte da Inglaterra, vendeu as frutas do jeito que sempre fazia – pesando o cacho numa balança que media em libras, a medida britânica de peso que equivale a pouco menos de 0,5 quilo. Pois esse ato lhe custou uma multa – Thoburn desobedeceu a nova lei da União Européia que determina que todos os países membros devem utilizar o sistema métrico. Ou seja, ele deveria ter vendido as bananas em quilos. Esse incidente besta tomou proporções nacionais e transformou o quitandeiro do interior em herói na luta pelas tradições nacionais britânicas. Mas comecemos de onde se deve – do começo.
Indignado com a multa, Thoburn juntou-se a outros quatro comerciantes que tinham o mesmo problema e entrou na Justiça para poder continuar a vender seus produtos da maneira tradicional. Juntos, ficaram conhecidos como “os cinco mártires do metro” e acirraram a briga entre prós e anti-União Europeia. O processo foi ganhando força e publicidade. Celebridades como o ator John Cleese (o fantasma Nick-Quase-Sem-Cabeça em Harry Potter e a Pedra Filosofal) aderiram à causa. Mais de 250 000 libras esterlinas (quase 1 milhão de reais) foram arrecadadas. Tudo para lutar pelo direito de preservar uma tradição centenária do Reino Unido, o Sistema Imperial Britânico de medidas. A última fase do julgamento aconteceu no dia 18 de fevereiro, quando os “mártires” perderam e foram condenados na Suprema Corte. Um dos comerciantes, arrasado, chegou a declarar que a sentença marcava o fim da democracia inglesa. Como não têm mais o direito de apelar na Justiça comum, os cinco resolveram fazer mais uma tentativa, levando o caso à Câmara dos Lordes.
Enquanto a briga continua, nos pubs londrinos ninguém dá a mínima para o sistema métrico. Tente chegar no balcão e pedir 0,5 litro de cerveja. No máximo, você vai receber uma banana. Cerveja é vendida no tradicionalíssimo pint e ponto final.
(Revista SuperInteressante. Edição 176, maio 2002. p. 22.)

14 - Que característica da atuação comercial da União Europeia é polemizada no texto acima.
A nova lei da política comercial europeia que determina que todos os países devem utilizar as mesmas medidas (sistema métrico) para a comercialização de bananas. Desse modo, a banana deveria ser vendida por quilos e não por libras.
15 - Refletindo sobre o fato narrado na questão anterior, explique quais os obstáculos encontrados para unificar as relações dos países da União Europeia para além das questões meramente econômicas, como a aceitação de uma constituição comum.
Os obstáculos são encontrados na diversidade étnica e cultural interna (como é o caso do fato  narrado no texto da questão anterior) e entre os países-membros da União Europeia. Há muitas  singularidades regionais que dificultam a padronização de leis e comportamentos sem descaracterizar a identidade cultural dos povos europeus.

16 - Observe os dois acontecimentos representados nas imagens e relacione-os, explicando a problemática da imigração europeia no momento atual:
A imagem um mostra a mecanização que tem substituído a mão de obra na indústria, provocando o desemprego. A imagem dois mostra manifestações racistas contra os imigrantes muçulmanos e africanos na Europa. As duas imagens podem ser relacionadas porque as manifestações de racismo contra imigrantes são agravadas pela crise do desemprego, pois os europeus temem a perda dos seus postos de trabalho e/ou a precariedade dos empregos, já que os imigrantes aceitam  trabalhar em condições precárias.

17 - (UDESC) Assinale a alternativa INCORRETA, sobre a industrialização.
a) Nunca houve na história um tipo de sociedade industrial que não fosse nomeada e produtivamente capitalista, ou seja, não há indústria em uma sociedade que não seja capitalista.
b) A industrialização se caracteriza pela produção em larga escala, localizada em estabelecimentos fabris, com uso de maquinaria e grande quantidade de mão de obra, com o objetivo de atingir um mercado consumidor.
c) A industrialização é um processo, nesse sentido se relacionam as etapas anteriores de produção, como nas manufaturas dos séculos XV, XVI e XVII, nas quais já era possível notar algumas das características da industrialização.
d) A Inglaterra é considerada uma das nações pioneiras no processo de industrialização.
e) O conceito de industrialização implica uma série de elementos específicos, como: as descobertas científicas e seu emprego nas atividades produtivas; uma combinação entre as atividades de produção e de consumo; o mercado; o contrato; a moeda como instituições que norteiam a troca entre produtores e consumidores, etc.