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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Avaliação 9º ano B


01 - Leia o texto e analise o mapa.
É época das monções na Índia. Estima-se que cerca de 350 pessoas já morreram desde seu início. Mais de 25 mil pessoas já deixaram regiões com risco de alagamento. Em Gujarat, um dos estados mais prósperos do país, as chuvas fortes já causaram a morte de pelo menos 12 pessoas e forçaram outros milhares a evacuar suas casas em direção às áreas mais altas. O movimento ocorre todos os anos, pois os moradores são forçados a abandonar suas casas inundadas.
Sobre as monções, podemos afirmar que
a) no verão do hemisfério norte, elas sopram em direção ao mar, com elevadas precipitações.
b) as que ocorrem entre junho e setembro impedem a produção de arroz, base da economia da região.
c) ocorrem apenas em anos de anomalia climática, com prejuízos apenas para as áreas agrícolas.
d) apesar de causarem mortes e prejuízos  econômicos, elas são importantes para a agricultura regional.

02 - O principal produto comercializado que passa pela região do Golfo Pérsico é:
a) o petróleo
b) o minério de ferro
c) o aço
d) o níquel
e) a carne bovina.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, há no mundo 215 milhões de crianças trabalhando, quase metade em serviços perigosos. Observe a distribuição delas nos continentes onde o problema é mais grave.
Agora responda às questões 03 e 04.
03 - Há alguma relação entre esses dados e os elevados índices de analfabetismo que vimos nos países subdesenvolvidos? Explique.
Sim. Em países subdesenvolvidos, é comum as crianças serem obrigadas a trabalhar e, em consequência disso, não terem tempo para o estudo. Em muitos casos, elas até começam a frequentar a escola, mas logo são obrigadas a abandoná-la para trabalhar.

04 - Considerando os dados do gráfico, em qual dos três continentes apresentados, o trabalho em serviços perigosos é proporcionalmente menor?
Os serviços perigosos são proporcionalmente menores na Ásia, já que, dos 114 milhões de crianças trabalhadoras, apenas 48 milhões estão em serviços perigosos (42%). Na África, esse percentual é de 60% e, na Ásia, de 64%.

05 - A região que compreende o Oriente Médio está localizada na porção oeste do continente asiático, conhecida como Ásia ocidental. São países que compõem o Oriente Médio, exceto
a) Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen
b) Arábia Saudita, Bahrain
c) Irã, Iraque, Israel, Jordânia,
d) Kuwait, Líbano, Omã,
e) Catar, Argélia, Turquia. 

06 - ( UNIP) A Ásia Monçônica, o litoral do Japão e a Planície Chinesa, são áreas da Ásia que têm em comum:
a) a forte concentração industrial;
b) a grande exploração de petróleo;
c) o intenso aproveitamento de riquezas minerais;
d) a alta densidade populacional;
e) uma economia exclusivamente agrícola.

07 - Apresente as características da vegetação do Oriente Médio.
O clima do Oriente Médio é árido e semiárido. Somente em pequenas faixas de terra, na porção litorânea, é possível encontrar climas um pouco mais úmidos, área onde há presença de formações vegetais arbustivas.

08 - Leia o texto abaixo para responder à questão.
Como começou a briga entre palestinos e israelenses?
O primeiro Congresso Sionista – realizado em Basiléia, na Suíça, em 1897 – marcou o início do sionismo, movimento de reivindicação de um Estado próprio para os judeus na Palestina. O povo judaico vivera nessa região em tempos bíblicos até 70 d.C., ano da destruição do Templo de Jerusalém, quando se mudou para a Europa, na emigração em massa chamada diáspora. Quase 2 000 anos depois, então, com o ideal sionista, intensificou-se o retorno dos judeus ao Oriente Médio, criando os primeiros conflitos com os palestinos de etnia árabe. “Ao fim da Segunda Guerra Mundial, essa questão foi levada às Nações Unidas, que, em novembro de 1947, votou pela partilha do território”, afirma o cientista político Tullo Vigevani, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A consequente criação do Estado de Israel, em maio de 1948, foi rejeitada pelos Estados Árabes (Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque), desencadeando a primeira de uma série de guerras entre eles e os israelenses. “O conflito se atenuou nos anos 90 com os acordos de paz assinados em Oslo e Madri, mas infelizmente voltou a recrudescer no ano passado.”
Revista Superinteressante. Ed. 166. jul. 2001. p. 46.
Explique a origem dos conflitos entre a Palestina e Israel.
A origem dos conflitos entre Israel e a Palestina deu-se com o movimento sionista, que reivindicava a devolução do território da Palestina para Israel, pois os judeus viviam na região até o ano de 70 d.C. O retorno dos judeus ao Oriente Médio e a criação do Estado Palestino pela ONU, em 1948, tiveram desaprovação dos povos que já habitavam a região, dando origem aos conflitos.

09 - (UFLA) Observe as informações abaixo:
Civilização Ocidental: herdeira das culturas grega e romana. Dominante em vários continentes e grandes regiões. Convive com outras culturas.
Civilização Islâmica: cultura muçulmana. Abrange a região que vai da Turquia ao Paquistão e Bangladesh. Elemento unificador: religião maometana.
Civilização Hindu: Abrange a Índia e países vizinhos. Mistura de religião e filosofia é o elemento unificador. Também é considerada um conjunto de ideias.
Indique a alternativa que define uma “civilização”:

a) A identidade cultural mais ampla de um povo.
b) A abrangência regional.
c) O tipo de religião dominante.
d) A dominação político-social imposta.

10 - (IFBA)
 “Os Estados Árabes se consideram em estado de guerra com Israel e, desde 1948, não cessam de proclamar sua vontade de lançar os israelitas no mar e de riscar seu Estado do mapa do Oriente próximo (...).”
FRIEDMANN, Georges. Fim do povo judeu? São Paulo: Perspectiva, 1969, p. 243.
Iniciado em 1848, o conflito palestino-israelense constituiu, no Oriente Médio, o que se convencionou chamar de Questão Palestina, que está longe de ser resolvida, ainda hoje, e pode ser relacionada à
a) exigência, pelos países do Oriente Médio, de cumprimento do Plano da ONU de Partição da Palestina, que criava o Estado Palestino no final da Segunda Guerra Mundial.
b) incapacidade dos países vencedores da Segunda Guerra de garantir a paz no Ocidente nos anos posteriores ao conflito, provocando uma fuga em massa de judeus para a Palestina.
c) construção de um padrão de instabilidade nas relações internacionais pelo recém-criado Estado de Israel, que contava com o apoio dos Estados Unidos, da União Soviética e da ONU.
d) recusa árabe à partilha da Palestina, imposta pela ONU, que submeteu a maior parte do território ao controle do recém-criado Estado de Israel, sem que se respeitasse a soberania dos povos desta região.
e) extinção oficial do mandato britânico sobre a Palestina, no final da Segunda Guerra, com reconhecimento imediato pelos países vencedores da independência de todos os países do Oriente Médio.

11 - (UFRN) O Oriente Médio, foco de conflitos geopolíticos, nacionalistas e religiosos que geram preocupações em diferentes países, é considerado uma das principais áreas estratégicas do mundo
a) por ter o seu território banhado pelos oceanos Pacífico e Índico e por sua importância no mercado mundial, devido ao elevado consumo de carvão mineral.
b)  devido à sua localização próxima à China e à Índia e à sua importância econômica como principal produtora de carvão mineral em escala mundial.
c) devido à sua localização entre Ásia, Europa e África e à sua importância econômica como detentora das maiores reservas mundiais de petróleo em terra.
d) por ter o seu território banhado pelo Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho e por sua importância no mercado mundial como principal consumidora de petróleo.

12 - Cerca de 90% da população do Oriente Médio é muçulmana. O Islã, no entanto, está longe de ser uma fé monolítica. (...) Ainda que não disponhamos de estatísticas confiáveis, um cálculo crível aponta que 65% dos muçulmanos do Oriente Médio são sunitas e uns 30%, xiitas.
 (Dan Smith. O Atlas do Oriente Médio. São Paulo: Publifolha, 2008.)

Em relação aos conflitos religiosos do Oriente Médio, é possível afirmar que

a) a disputa religiosa entre judeus e muçulmanos nunca atrapalhou o amplo intercâmbio comercial na região.
b) os muçulmanos se mantêm politicamente unidos e xiitas e sunitas jamais se opuseram ou se enfrentaram.
c) islamismo, judaísmo e cristianismo nasceram na região, mas só os muçulmanos conservaram seus lugares santos.
d) os judeus reivindicam o controle territorial completo do Oriente Médio, pois são maioria em todos os países da região.
e) a maior população muçulmana não impediu a formação de um Estado judeu, nem proporcionou a criação de um Estado palestino.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

prova do 9º ano

01 - Observe o deslocamento dos ventos de monções na Ásia Meridional:
a) V; b) V; c) F; d) F.

Para responder às questões 02, 03 e 04, leia o texto abaixo e analise a tabela:
O continente asiático é conhecido pela presença de uma enorme quantidade de picos de montanhas muito elevados, sendo o maior o Everest, com 8.848 m de altitude. Seu relevo se destaca também por ter a maior média de altitude do mundo, com 940 m.
02 - O relevo montanhoso mais elevado da Ásia concentra-se em que parte do continente?
Qual é a cadeia montanhosa mais importante dessa região?
A maior parte das grandes montanhas asiáticas está na porção sul do continente, entre a Índia a China. A cadeia montanhosa mais importante da região é o planalto de Tibet.

03 - Explique a influência que essa cadeia montanhosa tem sobre o clima da porção sul sudeste do continente.
Essas elevações barram os ventos de monções provenientes do oceano Índico e contribuem para as elevadas precipitações da porção sul-sudeste do continente. Influenciam também as temperaturas, pois quanto maior as altitudes menores serão as médias térmicas.

04 - A elevada parcela de grandes altitudes presentes na Ásia causa dificuldades para a ocupação humana? Responda usando os dados da tabela.
Sim. Os dados da tabela mostram que a Ásia é a parte do mundo com a menor parcela de terras de altitudes inferiores a 500 metros (apenas 42%). Sabemos que a maior parte da humanidade procura viver em locais baixos, que facilitam a produção agrícola. A Ásia é um continente muito populoso e a falta de terras baixas cria problemas para a população.

05 – Assinale V para verdadeiro e F para falso.
a) ( F ) Todos os países da Ásia estão em uma mesma zona térmica.
b) ( V ) No Japão o clima predominante é o temperado.
c) ( V ) No norte da Rússia encontra-se o clima subpolar com a vegetação de Taiga.
d) ( F ) A Índia localiza-se nas zonas polar e temperada:
e) ( V ) A China situa-se nas zonas térmicas temperada e tropical.

Observe o gráfico e responda as questões de 06 a 09.
06 - A maior parte das receitas dos países está concentrada em qual parcela da população?
Nos 10% mais altos;

07- Em qual país da Ásia presente no gráfico há melhor distribuição da receita entre os mais ricos e os mais pobres?
No Japão.

08 - Cite uma característica do país da sua resposta anterior que justifique os dados apresentados.
Podem ser citados: o alto desenvolvimento tecnológico; ser a segunda maior economia do mundo; ter população com alto nível educacional; valorização da ascensão econômica da família etc.

09 - Em qual país da Ásia presente no gráfico há maior desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres?
Na Rússia.

Leia com atenção e responda às questões 10, 11 e 12.
O que é karma?
Em sânscrito karma quer dizer “ação”. Os seguidores do hinduísmo chamam de karma o produto de todas as ações cometidas por uma pessoa em suas várias encarnações – como numa conta corrente. Eles acreditam que, tal como na física, para cada ação corresponde uma reação.
Assim, alguém que pratica boas ações numa vida será recompensado no futuro com uma existência sem tantos sacrifícios e dores. Ou vice-versa. Para os hinduístas, até mesmo a boa ou a má saúde dependem diretamente do karma que cada um traz consigo – o saldo positivo ou negativo daquela conta corrente. Quase todo mundo já ouviu a seguinte frase durante uma consulta de tarô ou de astrologia: “Karma positivo atrai karma positivo, karma negativo atrai karma negativo”.
É isso aí. Ou ainda: “Tudo o que você faz, um dia volta para você”, conforme Renato Russo, em “Boomerang Blues”, gravada pelo Barão Vermelho. Na crença hinduísta, apenas os humanos são regidos pelas leis do karma, já que somos os únicos capazes de fazer escolhas conscientes. É possível, contudo, transcender a lei do karma, ou seja, desobrigar-se dela, através da evolução espiritual. Os livros sagrados védicos, base da sabedoria hindu, afirmam que o processo da auto-realização pode remover as influências do karma – como uma anistia às velhas dívidas. Entre os meios para conseguir isso, a meditação é o mais conhecido. Várias religiões e culturas do mundo acreditam em reencarnação e têm princípios parecidos, mas a expressão karma acabou se consagrando.
Até pai-de-santo usa.
Revista Super Interessante. Ed. n. 44. Ago. 2002. P. 16.
10- Em quais países da Ásia é praticada a religião mencionada no texto?
Índia, Nepal, Butão, Punjab.

11 - Explique como age o karma segundo o hinduísmo.
O karma é o produto das ações realizadas em vidas passadas. Assim, os acontecimentos positivos ou negativos do presente são atribuídos ao saldo das ações praticadas em outras vidas.

12 - Explique como o Karma pode exercer influência na sociedade hinduísta.
O karma pode ser considerado um dos aspectos que influenciam na sociedade hinduísta, pois a idéia de que o que ocorre no presente foi determinado em vidas passadas pode levar a população ao conformismo, dificultando a ascensão social.

VEGETAÇÃO
V1 - Vegetação xerófila e estepe
V2 - Savanas
V3 - Florestas tropicais
V4 - Estepes e vegetação de áreas desérticas
V5 - Florestas equatoriais
V6 - Taiga e Tundra 
13 - Relacione as colunas e preencha a tabela, indicando os tipos de clima e vegetação encontrada nas Regiões da Ásia
TIPOS DE CLIMA
C1 - Polar e Subpolar
C2 - Tropical (Monções)
C3 - Subtropical e Temperado
C4 - Semiáridos e Áridos
C5 – Equatorial








segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FBI infiltrou agentes e ajudou a organizar ataques terroristas dentro dos EUA

Quando o FBI (Departamento Federal de Investigação) anuncia que um plano terrorista foi desmantelado em território norte-americano, como ocorreu vezes nos últimos anos, a imprensa costuma comemorar. No entanto, pouco se fala sobre como o órgão equivalente à polícia federal norte-americana consegue dar cabo destas conspirações.

O outro lado da história é simples e estarrecedor: a própria instituição infiltra agentes em comunidades islâmicas (muitas delas pacíficas) para formar e encorajar novos terroristas – frequentemente adolescentes –  planejar ataques e até mesmo fornecer os materiais para torná-los realidade.

Parece mentira, mas não é. Essas informações foram descobertas e divulgadas pelo documentário de rádio "This American Life", produzido pela Chicago Public Media e transmitido em mais de 500 estações nos Estados Unidos. O trabalho jornalístico conta a história de uma das mais desastrosas e chocantes tramas armadas pelo FBI. 
“Repetidamente, o FBI fabrica ataques terroristas”, escreve o analista Glenn Greenwald. “Eles se infiltram em comunidades muçulmanas para achar recrutas, os convencem a realizar ataques, fornecem dinheiro, armas e o know-how para levar seu plano adiante – apenas para saltar heroicamente no último instante, prender os supostos agressores que o FBI havia criado, e salvar uma grata nação de uma trama orquestrada... pelo próprio FBI”.

Denunciado

Em um desses casos, iniciado em 2006, um marginal de quinta categoria chamado Craig Monteilh foi recrutado pelo órgão para infiltrar-se numa mesquita em Orange County, na Califórnia.

Monteilh é branco, tem 1,87 metros e é musculoso como um fisiculturista. Sua missão era atrair homens da mesquita para a sua academia, onde os recrutaria para um plano terrorista com discursos sobre a jihad de Osama Bin Laden. O nome da missão: Operação Flexão.

Mas a operação encontrou uma pedra no meio do caminho: os alvos de Monteilh estavam mais interessados em jogar vídeogames do que na academia. Mesmo assim, Ayman e Yassir, os jovens que seriam aliciados pelo infiltrado marombeiro, gostaram do novato e começaram a andar com ele. Mas se assustaram quando Farouk, nome falso usado por Monteilh, começou a falar em “jihad” e “Osama Bin Laden” sempre que tinha uma oportunidade.
Nem Ayman e nem Yassir mostraram o mínimo interesse em discutir jihad ou terrorismo. Por isso, quando Monteilh começou a discutir a possibilidade de realizar um ataque à bomba, os dois jovens correram para denunciá-lo – para o próprio FBI.

O FBI negou-se a comentar a história. Principal órgão federal norte-americano de investigação, hoje o FBI está sendo processado por membros da mesquita.

E Craig Monteilh é a testemunha principal contra seus antigos empregadores.

No ano passado, a Associated Press ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem investigativa depois de descobrir uma operação secreta de espionagem maciça da polícia de Nova York que monitorava comunidades muçulmanas da cidade, apesar de não haver evidências de atividade terrorista.

Os detalhes de alguns desses planos terroristas ganharam grande repercussão: em 2010, Mohamed Osman Mahamud planejou detonar uma bomba em um evento natalino lotado; em 2009, Hosam Maher Husein Smadi arquitetou a destruição de um arranha-céu em Dallas e Faruque Ahmed esboçou um ataque ao metrô de Washington; e em 2011, Rezwan Ferdaus foi preso depois de planejar atacar o Pentágono com aviões de controle remoto cheios de explosivos.

Seja por meio de infiltrações em mesquitas por parte do FBI ou por policiais que espionam cafés e lugares de convivência, não é de se espantar que muitos líderes muçulmanos nos EUA estejam denunciando um clima de medo e desconfiança, semeado por ineficazes – e às vezes risíveis – ações das forças de segurança norte-americanas.

Matéria veiculada na Agência PúblicaClique aqui paraler o original em inglês e aqui para ouvir o documentário de rádio do "This American Life".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

3ª prova 9º ano - 2º bimestre


01 - Observe o mapa a seguir.
As partes destacadas no mapa indicam:
a) áreas de clima desértico.
b) áreas de conflito.
c) áreas de floresta.
d) áreas de mineração.
e) áreas de clima frio.

02 - Leia o texto a seguir.
O clima tropical ocupa cerca de metade do continente, onde apresenta temperaturas elevadas durante todo o ano e duas estações bem distintas: chuvosa no verão e seca no inverno. A vegetação predominante deste clima é uma transição entre a floresta úmida e as áreas áridas e semiáridas do norte e do sul do continente. Neste domínio, a vegetação apresenta árvores e arbustos de portes variados e dispersos na paisagem e plantas rasteiras (capins e gramíneas) que recobrem o solo (semelhante ao do cerrado brasileiro).
LEVON, Boligian; MARTINEZ, Rogério; VIDAL, Wanessa Pires Garcia; BOLIGIAN, Andressa Turcatel Alves. Geografia espaço e vivência: o espaço geográfico mundial. 8º ano. 3. ed. reform. São Paulo: Atual, 2009.
O texto anterior descreve a formação vegetal típica do clima tropical africano. Assinale a alternativa referente a esta paisagem vegetal.
a) Deserto
b) Savana
c) Estepes
d) Floresta equatorial
e) Vegetação mediterrânea

03 - Observe o mapa a seguir.
O mapa anterior indica duas importantes bacias hidrográ­ficas africanas. Quais são elas, respectivamente?
a) A – bacia do rio Níger e B – bacia do rio Nilo
b) A – bacia do rio Congo e B – bacia do rio Orange
c) A – bacia do rio Nilo e B – bacia do rio Congo
d ) A – bacia do rio Senegal e B – bacia do rio Zambeze
e) A – bacia do rio Orange e B – bacia do rio Senegal

04 - Observe o mapa e leia as afirmativas a seguir.
Os países africanos indicados no mapa anterior se caracte­rizam por apresentarem:
I - povoamento de origem muçulmana e integrarem a África Branca.
II - uso de técnicas primitivas de irrigação e formarem a África Subsaariana.
III - pecuária nômade e constituírem a África Equatorial.
IV - características comuns que os enquadram na região do Magreb.
Dentre as afirmativas apresentadas, quais estão corretas?
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.


05 - A partilha do continente africano no final do século XIX pelos colonizadores europeus criou as chamadas fronteiras artificiais. Grande parte destas fronteiras foi mantida após o processo de independência dos países africanos. Com base nesse contexto e nos conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar.
a) A definição de fronteiras artificiais refere-se ao fato de que diversas nações e grupos étnicos, muitos deles rivais, foram colocados dentro de um mesmo território colonial, não respeitando as suas diferenças.
b) Com o processo de descolonização da África e a manutenção das fronteiras artificiais, intensificaram-se os conflitos pela disputa entre os países mais industrializados e os menos desenvolvidos.
c) Dentro dessas fronteiras artificiais, no período entre as Grandes Guerras Mundiais, os Estados Unidos e a União Soviética, interessados em aumentar sua influência no continente africano, financiaram e estimularam os conflitos.
d) Além das fronteiras artificiais, outros fatores que têm motivado os conflitos dentro do território africano são os de ordem socioeconômica (pobreza e epidemias) e ambiental (desertificação e estresse hídrico).
e) As fronteiras artificiais foram traçadas pelos Homens, que sempre fizeram a maior justiça possível. Após o processo de independência dos países africanos, essas fronteiras foram mantidas.

06 – Atualidade.
Observe a figura a seguir e faça o que se pede.
Aliança com França continua forte com Hollande, diz Casa Branca.
A Casa Branca indicou que a aliança entre a França e os Estados Unidos está tão forte quanto antes da eleição do novo presidente François Hollande. A polêmica gira em torno do fato de Hollande ser de um partido:
a) muçulmano.
b) fascista.
c) antiamericano.
d) terrorista.
e) socialista.


07 - Relacione as colunas indicando os tipos de vegetação característicos da África.
a) Floresta Equatorial e Tropical
b) Savana
c) Estepes
d) Vegetação Desértica
e) Vegetação Mediterrânea
f) Pradarias
(b) Árvores espaçadas nas áreas mais úmidas; gramíneas e arbustos nas áreas mais secas.
(c) Vegetação rasteira que margeia o deserto do Saara e do Kalahari.
(d) Vegetação esparsa que abrange plantas de raízes profundas e cactos que armazenam água em seu interior:
(e) Vegetação arbustiva nas áreas mais próximas ao mar e de pinhos e cedros nas áreas mais chuvosas da Cadeia do Atlas.
(a) Vegetação de florestas, com árvores densas adaptadas ao clima quente e úmido.
(f) Vegetação de campos situadas na porção sudeste do continente.

Leia o texto abaixo e responda as questões 08, 09, 10 e 11.
O Sudão raramente conheceu a estabilidade. A guerra civil eclodiu mesmo antes de o país obter a independência da Grã-Bretanha, em 1956. Uma frágil paz perdurou apenas de 1972 a 1983. As raízes da violência: O Sudão governado pelos britânicos não era um país; era dois. O sul é tropical, subdesenvolvido e povoado por dinkas, nuers, azandes e centenas de outros grupos étnicos de descendência africana. O norte é mais seco e mais rico – um mundo saariano ligado ao Oriente Médio muçulmano. Algemados por lunáticas fronteiras coloniais, esses dois grupos – árabes do norte e negros do sul – andam às turras desde o século 19, quando caçadores de escravos vinham do norte saquear tribos do sul.
O exército de Libertação do Povo Sudanês, ou SPLA, controla boa parte do terço meridional do Sudão. Seus rebeldes, às vezes empunhando ao mesmo tempo lanças e rifles russos Kalashnikov, lutam por maior autonomia. O governo sediado no norte, em Cartum, dominado por fundamentalistas islâmicos, lança sobre eles bombas de aviões de cargas russos e emprega a fome e a escravidão como toscas armas de destruição em massa. Até o momento, o número de mortos – a maioria civis do sul – excede o de muitos conflitos recentes do mundo somados, incluindo Ruanda, a Guerra do Golfo, os Bálcãs e a Chechênia. Quatro milhões de sudaneses foram desalojados pela violência e pela fome. E, apesar de tudo, a calamidade se abate sobre o Sudão quase sem testemunhas. É um apocalipse no vácuo.
Paul Salopek. Sudão Destroçado – Um drama movido a petróleo. National Geographic Brasil. Fev. 2003. p. 53.

08 - Qual era o país colonizador do Sudão?
A Grã-Bretanha ou Inglaterra

09 - Explique a relação existente entre a colonização britânica e os conflitos étnicos existentes no país.
A relação é que as fronteiras definidas pelo país colonizador não considerou as diferenças étnicas existentes no território africano. Como podemos observar no texto, no caso do Sudão, existiam dois países: o norte mais desenvolvido e habitado pelos muçulmanos, e o sul, menos desenvolvido e habitado por diferentes etnias. A imposição do poder do norte sobre o sul é o fator que está causando a guerra civil.

10 - A causa das guerras civis existentes no Sudão é a mesma dos conflitos encontrados em outros países africanos? Justifique sua resposta.
Sim, porque a colonização e partilha da África foi feita de modo a considerar apenas os interesses dos países colonizadores e não os da população nativa.

11 - Com base no texto da questão anterior, assinale a alternativa que melhor explica o objetivo do pan-africanismo.
a) Manter as fronteiras determinadas pelos países europeus.
b) Reordenar as fronteiras, visando a uma união que levasse à estabilidade entre os povos e à prosperidade do continente.
c) Aliar-se as elites tribais africanas, com o objetivo de implantar projetos de industrialização e modernização nos países, visando o desenvolvimento econômico do continente.
d) Dissolver as diferenças étnicas existentes dentro dos países africanos.

12 - Observe o mapa e assinale F para falso e V para verdadeiro nas afirmações.
a) (V) A maior parte dos países africanos exporta produtos do setor primário da economia.
b) (F) A extração do petróleo é uma atividade que garante a sobrevivência de muitas famílias na África.
c) (F) Os países exportadores de produtos industrializados são todos da África Subsaariana.
d) (V) A extração de minérios é uma atividade que representa grande parte das exportações dos países em destaque, mas emprega poucas pessoas.
e) (F) A atividade mineradora é realizada basicamente para o fornecimento de matérias-primas para as indústrias africanas.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

avaliação do 9º ano


01 – Complete a frase.
Os separatistas bascos que têm como braço armado o ETA.  Mas a grande maioria basca defende a autonomia política, mas não a separação da Espanha.

02 – Complete a frase.
O território basco situa-se em terras da ESPANHA e da FRANÇA.

03 – Complete a frase.
 Do ponto de vista físico ou natural, a EUROPA é apenas uma PENÍNSULA da Ásia. Porque, ao longo dos séculos, a EUROPA desen­volveu história e cultura diferentes em relação à Ásia. A história dos povos fez da ______________ um continente.

04 – Complete a frase.
No Leste Europeu, os CIGANOS deixaram o NOMADISMO  e passaram a ser sedentários por im­posição do socialismo.

05 - Preencha o quadro, indicando os climas e a vegetação das três regiões naturais da Europa:
06 - Leia o texto a seguir.
Corredores estreitos e profundos num litoral alto, cavados pela erosão glaciária, são hoje submersos invadidos pelo mar. (...) As costas, ou melhor, os vales que os constituem avançam cerca de 30 a 40 quilômetros para o interior e têm profundidade de 400 a 600 metros. A escavação desses vales foi feita a um nível bem mais alto que o atual, sendo sua posição altimétrica  explicada por abaixamento das terras, com consequente invasão marinha, transformando os antigos vales em verdadeiros golfos.
GUERRA, A. T. & GUERR A, A. J. T. Novo dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro, Ed. Bertrand Brasil. 1997. Fragmento.
O texto anterior refere-se a qual formação do relevo europeu?
a) Dobramentos modernos
b) Planície
c) Fiordes
d) Planaltos
e) Depressão

07 - Observe o mapa e leia o texto a seguir.
Esse rio cumpre um papel essencial de interligação  regional. Ele nasce nos Alpes Suíços e percorre 1.326 quilômetros. Banha Suíça, Liechtenstein, Alemanha, França e Países Baixos, desembocando no Mar do Norte, ao lado do porto de Roterdã.
Apesar da pequena extensão, possui grande importância econômica. O rio é utilizado para o escoamento de  produtos agrícolas e industriais. Cidades alemãs de grande porte se alinham ao longo do rio: Freiburg, Manheim, Colônia, Essen e ainda Bonn, que foi a capital da Alemanha Ocidental, no período em que o país esteve dividido.
MOREIRA, Igor. Construindo o espaço mundial. São Paulo: Ed. Ática. 1998.
O mapa anterior indica a localização do rio que o texto descreve. Qual é esse rio?
a) Danúbio.
b) Sena.
c) Tâmisa.
d) Reno.
e) Volga.

08 - Após a Segunda Guerra Mundial, a Europa encontrava-se em escombros: cidades e campos haviam sido destruídos e arrui­nados. Havia ainda a forte sensação de perda e de vazio nas pessoas, pois sua casa, seu emprego e seus parentes haviam desaparecido. Sobre essa paisagem desoladora, pairava uma sombra ameaçadora que vinha do Leste Europeu e assustava os EUA, devido ao seu crescente aumento: o comunismo.
Diante disso, os Estados Unidos:
a) lançaram a Doutrina Truman e o Plano Marshall, a fim de deter a expansão comunista e recuperar a Europa, mantendo, ao mesmo tempo, sua capacidade industrial em funcionamento.
b) ocuparam militarmente vários pontos da Europa, especialmente aqueles que faziam fronteira com países comunistas.
c) lançaram o Plano Dawes, com a finalidade de recuperar as economias alemã e italiana, pois possíveis radicalizações pode­riam acontecer nesses países e, ao mesmo tempo, colaborar com as empresas norte-americanas ali estabelecidas.
d) elaboraram o Destino Manifesto, a fim de fazer frente ao avanço comunista em direção à Europa Ocidental, ajudando militarmente os países aliados.
e) passaram a importar produtos manufaturados e de tecnologia de ponta dos países europeus, com a finalidade de colabo­rar com a sua recuperação econômica, social e industrial.

09 - (UDESC) Leia o trecho abaixo:
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não formam um período homogêneo único na História do Mundo. Apesar disso, a História desse período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que dominou até a queda da URSS: o constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada ‘Guerra Fria’.”
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995, p. 223.
Sobre o exposto pelo historiador Eric Hobsbawm, é correto afirmar:
a) A URSS citada pelo historiador foi um dos polos do mundo bipolarizado, e o seu adversário no campo político e ideológico, no período, foram os Estados Unidos.
b) Durante o período citado, ocorreram conflitos significativos, como a Guerra da Coreia e a Queda da Bastilha.
c) A Guerra Fria ainda é uma realidade, pois a Rússia se recusa a entrar para a OTAN e ainda há o perigo crescente de uma guerra entre russos e americanos.
d) O Atentado contra as torres gêmeas em Nova York, em setembro de 2001, pôs fim à Guerra Fria.
e) Uma das duas potências que emergiram como resultado da Segunda Guerra, como cita Hobsbawm, foi a Alemanha.

10 - (UNIFENAS)
Alemanha relembra 50 anos da construção do Muro de Berlim
A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética.
(O Tempo, 14/08/2011, p.15)
A construção do Muro de Berlim, em 1961 visava:
a) impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
b) reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
c) impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
d) incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.
e) encerrar a polarização ideológica entre capitalismo e comunismo na Alemanha.

11 - (ESPM) O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do mapa abaixo, cujo país deixou de existir:
 “Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto de 7 anos. A tensão aumenta, e é prontamente repreendido. “Não fale essa palavra aqui, em voz alta,” aconselha Milomir, visivelmente perturbado.
(Carta Capital, 11 de agosto de 2010.)
A tensão retratada no texto refere-se à:
a) herança deixada pela hegemonia política croata, à época da existência da Iugoslávia e que hoje prossegue na Eslovênia.
b) convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos na atual Bósnia-Herzegovina.
c) convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos no novo país erigido após a dissolução Iugoslava e hoje formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina.
d) realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os bósnios muçulmanos.
e) nova realidade vivida no Kossovo, o mais jovem país do mundo, onde convivem duas nações distintas e inimigas, os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos.

12 - (ESPM) Após anos de violência, a Sérvia assistiu em dezembro de 2006 ao plebiscito na região para decidir sobre o futuro da soberania do sul. No momento, a região está sob intervenção da Otan. A Albânia, interessada direta na questão, acompanha de perto o pleito.
A região em questão é:
a) Bósnia Herzegóvina.
b) Montenegro.
c) Krajina.
d) Voivodina.
e) Kossovo.

(ESPM) Observe as palavras de Gerry Adams  e responda às questões 13 e 14:
Todas as unidades do IRA receberam ordens de depor as armas. Todos os voluntários foram instruídos a assistir aos desenvolvimentos dos programas puramente políticos e democráticos por meios exclusivamente pacíficos. Os voluntários não devem se engajar em nenhuma outra atividade de qualquer tipo. A liderança do IRA também autorizou nosso representante (...) para completar o processo para depor suas armas de forma confiável de modo a aumentar a confiança pública e para concluir esse processo o mais rápido possível.
(Planeta Porto Alegre, 2005)
13) O que significa IRA?
EXÉRCITO REPUBLICANO IRLANDÊS

14) Em que país atuava o Ira?
IRLANDA DO NORTE OU ULSTER










sexta-feira, 18 de maio de 2012

Exercício de sociologia para o 3º ano


A cultura como campo de combate
Vladimir Safatle
Professor da Faculdade de Filosofia da USP.

Um dos fenômenos sociais mais importantes dos últimos anos é a transformação da cultura e da modernização dos costumes em setor fundamental do embate político. Durante os anos 1970 e 1980, a cultura fora um campo hegemônico das esquerdas. Este não é mais o caso. Há de se perguntar o que ocorreu para encontrarmos atualmente um processo de politização da cultura por parte, principalmente, de representantes da direita.
Poderíamos dizer que a direita do espectro político teria compreendido que a população, em especial as classes populares, é naturalmente conservadora nos costumes, pois avessa a questões como aborto, casamento homossexual e políticas de discriminação positiva. Da mesma maneira, ela seria conservadora em cultura, pois mais sensível ao peso dos valores religiosos na definição de nossas identidades e de nossos “valores ocidentais”. É possível, porém, que o movimento em questão seja de outra natureza.
Em um astuto livro chamado O Que Há de Errado com o Kansas?, o ensaísta norte-americano Tom Frank lembra como o pensamento conservador soube se aproveitar do sentimento de abandono social das classes populares. Frank serve-se do Kansas para perguntar: como um dos estados politicamente mais combativos dos EUA nas primeiras décadas do século XX tornou-se um bastião conservador? Sua resposta é: sentindo-se abandonado pelas elites intelectuais esquerdistas cosmopolitas que, à sua maneira, não foram completamente prejudicadas pelos desmontes neoliberais, as classe populares deixaram que um conflito de classe se transformasse em um conflito cultural.
Em vez de se voltarem contra os agentes econômicos responsáveis por tais desmontes, elas se voltaram contra o modo de vida que representaria as elites liberais. Neste deslocamento, os responsáveis pelo empobrecimento dos setores mais vulneráveis da população apareceram como os portadores dos “verdadeiros valores de nosso povo”. Desta forma, a direita pode falar menos sobre economia e mais sobre hábitos e cultura. Ela pode, inclusive, tentar instrumentalizar o anti-intelectualismo, como vimos nas reações caninas contra a Universidade de São Paulo e seus departamentos de Ciências Humanas à ocasião dos conflitos com a Polícia Militar.
Mesmo a discussão europeia sobre a imigração deve ser lida nesta chave. Qualquer pessoa séria sabe que a discussão sobre imigração nada tem a ver com economia. Quem quebrou a Europa não foram os imigrantes pobres que servem de mão de obra espoliada e desprovida de direitos trabalhistas. Na verdade, quem a quebrou foi o sistema financeiro e seus executivos “brancos e de olhos azuis”. A discussão sobre imigração é um problema estritamente cultural. Maneira de deslocar conflitos de classe para um plano cultural.
Este é um fenômeno parecido ao ocorrido em países como a Tunísia após a Primavera Árabe. Feita por jovens esquerdistas diplomados e filhos da classe média tunisiana, a revolução permitiu a vitória de um partido islâmico (Ennahda) porque, entre outras coisas, eles souberam captar a lassidão das classes populares em relação à classe média europeizada de cidades como Túnis e Sfax. Os islâmicos souberam dizer: “O desprezo a que vocês foram vítimas durante todos esses anos é, no fundo, desprezo aos valores que vocês representam, desprezo ao nosso modo de vida de alta retidão moral contra a lassidão dos mais ricos”. Mudam-se os agentes, mas a estrutura do discurso é a mesma.
Contra isso, a esquerda não deve temer entrar no embate cultural e dos costumes. Devemos quebrar as tentativas de nos fazer acreditar que as classes populares são naturalmente conservadoras e mostrar como a cultura virou uma forma de o capitalismo absorver o descontentamento com o próprio capitalismo. A melhor maneira é mostrar como o modo de vida baseado na modernização dos costumes e da cultura tem forte capacidade de acolher as demandas populares.
Por exemplo, boa parte dos absurdos falados contra o casamento de homossexuais vem do medo de desagregação das famílias em ambientes onde elas aparecem como núcleos importantes de defesa social. Talvez seja o caso de lembrar que nenhum estudo demonstra que famílias homoparentais são mais problemáticas do que famílias tradicionais. Famílias tradicionais também são bons núcleos produtores de neuroses. Ou seja, os impasses e dificuldades da família continuarão, com ou sem famílias homoparentais. Mostrar a fragilidade de nossos “valores” e “formas de vida” é uma maneira de quebrar a fixação a um estado de coisas que não entrega o que promete.

Questões
01 - É bastante comum vermos as expressões Direita e Esquerda sendo usadas para designar grupos antagônicos em um jogo político. Mas o que vem a ser, de fato, cada um desses termos? 

02 - Qual é a ideia central defendida pelo autor?

03 – Que argumentos o autor usa para definir as camadas populares como conservadoras?

04 – Que crítica o texto apresenta sobre a esquerda?